terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

E o futuro não é mais como era antigamente.

Ao pensar na palavra "sonho", o significado denotativo dela é sempre o mais lembrado. No meu caso é diferente. Não sonho apenas dormindo. Sonhar acordada é o que tem me movido na busca pelo novo, pelo diferente, pelo impossível...
Aos 8, 9 anos, eu sonhava em ser escritora e minha mãe sempre dizia: "Filha, escritor não é profissão". Frustrando todas as minhas metas, já que eu não me via fazendo outra coisa... adorava escrever, qualquer coisa.
Um pouco mais velha e já entendendo como funcionam as coisas no mundo dos adultos, percebi que ser escritora, como estava nos meus planos, era um processo gradual... de busca, de aprendizado, estudo. Talvez eu não tivesse o necessário talento.
Descobri que havia profissões, formações acadêmicas, que podiam me levar a esse caminho de uma forma mais dinâmica, onde eu pudesse, além de fazer o que gosto, ajudar as pessoas com informação, cultura, conhecimento. Descobri o Jornalismo. E de cara me apaixonei.
Passei a sonhar com aquilo, sonhar mesmo. Dormindo e acordada.
A Comunicação se tornou uma paixão, não só no que se refere às mídias todas, mas à prática comum também. Passei a botar fé no ato de comunicar, de falar, argumentar, criticar.
E o sonho cresceu comigo.

Passei por dois anos de vestibular muito, muito difíceis. Cheguei a não acreditar na possibilidade de concretização daquilo que, para mim, já era real.
Sonhar nos obriga a lutar. Sonhar nos retira do marasmo contemplativo.
Hoje, posso dizer que não há melhor presente do que aquele que vem pelo seu esforço.


E nada na minha vida foi tão gratificante quanto ouvir: BEM-VINDA À UFRJ, caloura!